terça-feira, 23 de junho de 2009

Holofote

Que caia a incompreenção sobre mim,até que confortavelmente possa me compreender.
Como um pássaro brando.
Contraposições:dor,amor,angústia. Sentir,exprimir.
Não escrevo versos,não recorro à poesia. Escrevo o incompreensível o que se sente.
Nem sempre tudo é tão nebuloso mas a vontade de redigir pereçe justamente quando surgem essas sensações incomodas.
Uma montanha russa de emoçoes diria. Oscilação entre euforia,dinamismo,aflição intensa. Melancolia que inspira, cala, conforta. Como um café quente numa tarde nebulosa e vazia.
Ontem, devo dizer assim no passado descobri que há pessoas que acendem.
Assim como dinamite. Nos estimulam e remetem energia vital. Como música reaviva.
Tratados não como vício, mas como constate estímulo. Acalmam, elevam, transbordam.
Algo que remete ao início e induz o caminho.

domingo, 5 de abril de 2009

Ao sentimento sem nome.

Eu não temo. E estou certa de que, recuar é um erro.
A verdade é um quebra-cabeça e só o tempo é capaz de encaixá-lo.
Preponderado, belo, insano? o que seria da vida, sem riscos?

Um recomeço,um fim,um sim.

Cá entre nós,sempre gostei dessa idéia de mundos paralelos,universos inventados e sem fim. Magia sempre foi meu codinome.
Sempre preferi o infinito ao eterno.
Decodifico pessoas,associo legendas,transfiguro o improvável, me rendo aos instintos.
Não aguento um sim e não. O meio termo morno e usual.
Não me encaixo à padrões. Gesticulo melhor do que falo. Aliás canso fácil.

Apaixono-me quando preciso. Invento amores, paixões entrego-me sem medo.
Inspiro-me.
Analiso o âmago do indivíduo, assimilo o olhar mais simplório ao intenso.

O singelo me atrai mas contrapõe meus impulsos.
Sou o complexo. Ocupo o excêntrico.

Assumo meus atos,desdobro fatos,repito sonhos.

Esquivar é tão covarde,infiel,debilitado.
Desencanto,respiro. Reinvento-me.