sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Suposições preto e branco.
Mundo real inventado sob medida.
Fatos veridicos que tomam notas líricas em descompasso irreal.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Indigesto

Salmão para os porcos
Razão aos insolentes
Buscas incessantes pela razão do que se sente.
Pronomes indefinidos
Corpos incompletos
Intolerância humana
Vício ao errôneo, impulsos gravitacionais
Apreço por um tom constante.
Sol latente
passo largo
vida curta.

De profundis ]

Como visitar um mundo se não estás disposto a dissolver-se?
Pelo menos num instante, assimilando tal grau de profundidade.

Códigos que simbolizam uma realidade interna e particular ao qual não obstante divido.
De longe tão confuso, de perto quase que interno tão sóbrio.
Ainda mais do que sempre. E talvez mais ainda do que possa compreender.
De fora tão sem sentido, peculiar e distinto.
Dou-te as linhas e o caminho a ser seguido para compreender o que antes era tão restrito.
Esse universo a que lhe falo. Escrito,subscrito.
Submerge em mim,sem rédeas.

Se quando preciso resgata-me e leva-me a luz. Mesmo que uma clareira.
Ou mesmo a teu mundo. Se tens algum.
Se é que não acredita que diante de tudo,há apenas uma realidade ao qual todos dividem.
Não,não se limite a tanto.
Atenha-se em ti.Se não aguentar busque em mim.
Hoje ao qual divido.
Cativa-me.
Vá embora se necessário,
mas não deixe rastros.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

[Redundância]

Estava cega, Não via porque tinha medo de revelar-se nos olhos.
Engrupia seus sentimentos,perdia seus sentidos.

Os passos dados eram inversos aos dos pensamentos.
Cada vez mais distante, procurava alguém que só existia no mundo onírico.
Um plano espiritual que une ambas as almas.
O lugar onde o passado e o presente se encontram e tomam a forma que a mente erudita deseja.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Enquanto em mim o que se sente,
eterno será.
Tão pouco compreende,
o que não se pode esperar.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Holofote

Que caia a incompreenção sobre mim,até que confortavelmente possa me compreender.
Como um pássaro brando.
Contraposições:dor,amor,angústia. Sentir,exprimir.
Não escrevo versos,não recorro à poesia. Escrevo o incompreensível o que se sente.
Nem sempre tudo é tão nebuloso mas a vontade de redigir pereçe justamente quando surgem essas sensações incomodas.
Uma montanha russa de emoçoes diria. Oscilação entre euforia,dinamismo,aflição intensa. Melancolia que inspira, cala, conforta. Como um café quente numa tarde nebulosa e vazia.
Ontem, devo dizer assim no passado descobri que há pessoas que acendem.
Assim como dinamite. Nos estimulam e remetem energia vital. Como música reaviva.
Tratados não como vício, mas como constate estímulo. Acalmam, elevam, transbordam.
Algo que remete ao início e induz o caminho.